A arquitetura e a psicologia estão intrinsecamente conectadas. Os ambientes que habitamos – desde nossas casas até locais de trabalho, escolas e áreas públicas – influenciam diretamente nosso humor, comportamento e até nossas interações sociais. Essa relação entre o ambiente construído e o comportamento humano deve ser respeitada e pautada nas propostas de arquitetos e designers.
Podemos dizer que o ESPAÇO é o protagonista da arquitetura, o vazio. O autor Bruno Zevi considera espaço e vazio como sinônimos. Quando o arquiteto se depara com um espaço vazio encontra várias possibilidades: adicionar, subtrair, alternar (…), se compara a uma tela em branco para o artista plástico.


O AMBIENTE é proposto pelo arquiteto a partir de sua apropriação de um espaço trazido pelo cliente e pautado em suas necessidades. Assim, arquitetos devem ser capazes de combinar criatividade, técnica e sensibilidade às necessidades dos usuários.
Por fim, a ATMOSFERA vai muito além do ambiente projetado. Além do arquiteto combinar criatividade, técnica e atender as necessidades do cliente, deve se pautar na memória do indivíduo e projetar a partir dessas memórias. Segundo Peter Zumthor atmosfera relaciona-se à intenção na execução do projeto e priorizar o pensar nos indivíduos que lhe vão dar uso.
Espaço (vazio) ambiente (projetado) atmosfera (ambiente com gatilho de memória).
